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Juizados Especiais: Eficiência e Acessibilidade na Solução de Conflitos

Os Juizados Especiais, criados pela Lei nº 9.099/95, têm o propósito de proporcionar um acesso mais rápido, econômico e simples à Justiça. Este mecanismo foi estabelecido como uma alternativa para desafogar o sistema judiciário tradicional, lidando de maneira eficiente com causas de menor complexidade e valor. O presente artigo visa elucidar os aspectos essenciais desse sistema, abordando seus requisitos, funcionamento e as vantagens advindas da assistência de um advogado, mesmo que sua presença não seja mandatória.


Requisitos e Funcionamento

Os Juizados Especiais se subdividem em duas categorias principais: os Juizados Especiais Cíveis (JEC) e os Juizados Especiais Criminais (JECrim). Cada qual possui requisitos e procedimentos específicos, mas ambos compartilham a finalidade de simplificar a solução de litígios.


Os JECs são responsáveis por apreciar causas cíveis de menor complexidade, cujo valor não exceda 40 salários mínimos. Neste contexto, trata-se de questões como cobranças, indenizações por danos morais ou materiais, problemas de consumo, entre outros. 

Já os JECrims tratam de infrações penais de menor potencial ofensivo, isto é, aqueles crimes cuja pena máxima não é superior a 2 anos, podendo se resolver por meios conciliatórios, como a transação penal ou a composição dos danos civis.


O procedimento nos Juizados Especiais se caracteriza pela oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, tendo como princípio a busca da conciliação entre as partes. 


O acesso ao Juizado demanda a apresentação de um requerimento inicial simplificado, que pode ser elaborado pelo próprio interessado, delineando a causa de pedir e o pedido.


A Importância do Advogado

Embora a lei preveja que nas causas de até 20 salários mínimos o acompanhamento por advogado não é obrigatório, a assistência jurídica especializada oferece inúmeras vantagens. 


A primeira delas é a segurança jurídica: o advogado tem o conhecimento técnico necessário para orientar sobre a viabilidade da ação, os riscos envolvidos e as melhores estratégias a serem adotadas. Ademais, o profissional está habilitado a redigir peças jurídicas com arguição precisa de fatos e fundamentação legal, aumentando as chances de êxito na demanda.


A expertise do advogado se mostra igualmente valiosa durante as audiências de conciliação ou instrução. Sua capacidade de negociação pode ser determinante para alcançar um acordo vantajoso ou, na ausência deste, para a apresentação de defesa oral eficaz. Além disso, em caso de insatisfação com o resultado obtido no Juizado Especial, o advogado pode orientar e atuar na interposição de recursos apropriados.


Conclusão

Os Juizados Especiais representam um avanço considerável no acesso à Justiça, eliminando barreiras burocráticas e viabilizando a resolução de litígios de maneira simplificada e ágil. 


A não obrigatoriedade do advogado nestes procedimentos reflete a intenção de democratizar o acesso jurisdicional. Contudo, a assistência de um profissional qualificado amplia significativamente as possibilidades de uma resolução favorável, além de garantir a adequada tutela dos direitos envolvidos. 


Portanto, mesmo diante de um sistema projetado para ser acessível, a atuação do advogado continua sendo um diferencial estratégico para a obtenção da melhor solução jurídica possível.


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